Doe o que você tem de melhor!

Muito se discute a respeito do que é mais importante na vida. Felizmente, acho que cada vez mais pessoas estão inclinadas a buscar qualidade de vida e a viver conforme o que acreditam, ainda que a vida prática nem sempre possibilite viver isso plenamente.

Hoje gostaria de chamar atenção para algo que tem a ver com o que acredito de verdade: solidariedade. Está chegando o natal e é natural que nessa época as pessoas se sintam mobilizadas por campanhas para presentear crianças carentes com brinquedos, roupas, o que é muito válido e tem um valor imenso, considerando-se os sonhos que elas têm com Papai Noel. Há também os idosos em casas geriátricas, por vezes torcendo para que um familiar ou mesmo um estranho se lembre que suas rugas são as marcas da experiência e existem grupos que fazem concertos e apresentações teatrais para animá-los.

Mas, e no resto do ano? Seres humanos de todas as gerações continuam sonhando com afeto, consideração, respeito, saúde, uma família… Será que paramos para pensar a respeito?

Desde criança me vejo envolvida em projetos de fraternidade, como apadrinhar uma criança, separar brinquedos e objetos pessoais que não estão sendo usados, mas continuam em condições de uso para quem necessita. Isso se tornou natural, pois minha mãe sempre agiu assim.

Lembro que ainda criança, lá pelos 10 ou 12 anos, houve uma campanha de doação de órgãos e, nela, meu irmão e eu nos inscrevemos como candidatos. Nos sentimos felizes em saber que seríamos úteis em algum momento!

Não precisamos radicalizar, é claro. Uma criança não precisa tomar esse tipo de decisão. Mas ela pode aprender desde muito cedo a olhar para outros seres humanos com compaixão. Fazer diferença na vida dos outros com pequenos gestos.

Imagem: Jornal Diario de Pernambuco

Um sorriso, uma visita, uma mensagem (qual criança não adora desenhar, pintar, colorir o mundo?), um bate papo num chat que seja podem alegrar a vida de alguém através da doação daquilo que você tem de melhor: você mesmo!

Existe uma campanha chamada #doepalavra, conhecem? É fácil conhecer melhor através do site http://www.doepalavras.com.br, mas para resumir algumas palavras nossas serão enviadas para quem está hospitalizado, precisando de incentivo. Que tal fazer em família uma tentativa?

Comentários deste post

  • Adorei o projeto e todo mundo pode se doar, né?

  • Nossa, Ingrid. Achei esse post fan-tás-ti-co! E o projeto especialmente… muito especial!!! Nossa… uma ideia tão simples e tão efetiva: pode fazer muita diferença (por mais que muitos não acreditem!)

    Achei mesmo muito bacana!!! Vamos todas compartilhar!!! :D

  • O Natal, particularmente, me deixa meio deprê. Além da correria consumista que acaba nos levando como a correnteza de um rio, percebo que as pessoas querem se livrar umas das outras através de presentes. Transformar tudo aquilo o que disseram (ou não disseram) durante o ano, toda a falta de carinho, toda a falta de atenção, num pacote envolto em fita vermelha.
    Eu sonho com um Natal diferente. Sei lá, desses de cinema. Onde o importante é ser feliz, estar em paz. Com ou sem presentes.

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